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Há encontros que nos marcam e olhares que nos salvam…

Foi em agosto de 2005 que tive a felicidade de conhecer Bento XVI. Foi o olhar terno e simples deste grande homem que alterou a minha visão do que é ser igreja. Ao viver a minha primeira experiência de JMJ, tomei consciência de que os jovens podem mudar e transformar o mundo. As diferentes culturas, ambientes, vivencias e partilhas têm algo em comum e enriquecem-nos, indicando-nos um só rosto, um só Deus, uma só crença e juventude – a de Jesus Cristo.

Relembro também a forma como este génio sorria e quando, numa entrevista, lhe perguntaram se tinha algum medo de Deus, esboça um simples sorriso e responde:

– “não lhe chamaria medo. Por Cristo, sabemos como é Deus, e Ele ama-nos. Ele sabe como nós somos. Sabe que somos carne. Somos pó. Por isso, aceita-nos na nossa fraqueza. Além disso, tenho sempre o sentimento ardente de que fico aquém da minha vocação. Aquém da ideia que Deus tem para mim, do que eu poderia e deveria dar. “

Este homem, um dos maiores teólogos da Igreja católica, teve plena consciência de que foi amado por muitos, odiado por tantos outros e “crucificado” pela comunicação social.

Este homem era um génio, dotado do ponto de vista intelectual. Com uma memória inesgotável, era capaz de ler com extraordinária rapidez e de trabalhar com uma concentração fora do comum. Falava 9 línguas. Não foi um Papa superstar. Foi humilde, tranquilo e firme. A fidelidade é uma constante do seu carácter. «Foi um simples e humilde trabalhador na vinha do Senhor». Encontra-se, neste sentido, não só a grandeza da missão que assumiu, mas também a essência da sua pessoa.

Dele lembrarei, sempre, que não são as ideologias que salvam o mundo. A verdadeira revolução é a do amor. Um amor que se alimenta e nutre na Eucaristia: «Ela é, por assim dizer, a divisão molecular no mais íntimo do ser -a vitória do amor sobre o ódio, a vitória do amor sobre a morte. Só a partir desta explosão mais íntima do bem se pode desenvolver todas as transformações que vão mudando o mundo».

O Amor e a Eucaristia são a centralidade do seu pontificado e só este amor incondicional de e para Deus é capaz de nos atrair para a vida eterna tornando-nos portadores da caridade e esperança, dando assim, propósito e sentido à nossa existência.

Este é e será sempre o “meu Papa” preferido.

                                                                                          Marta Martins – COD de Vila Real