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Sé da Diocese de Vila Real

A igreja de São Domingos, sede de um convento dessa ordem fundado por monges vimaranenses em tempo...

Seminário de Vila Real

O Seminário foi, durante anos, auxílio fundamental para as famílias educarem os filhos e caminho d...

11
Julho
2014

TRIÉNIO PASTORAL

 

 

O Triénio Pastoral sobre a Vocação, Evangelização e Missão da Família

Caros Diocesanos: A graça de Cristo, o amor do Pai e a Comunhão do Espírito Santo estejam convosco (2 Cor.13,13). Vocação, Formação e Missão assinalam as pessoas e a Igreja, que é feita de pessoas e famílias. As pessoas e as famílias devem ser instruídas e evangelizadas, para anunciar a fé e amor de Cristo Por isso, o Papa Francisco convocou os dois Sínodos sobre o tema da Família: o extraordinário, em Outubro de 2014, sobre “Os desafios pastorais sobre a Família, no contexto da evangelização”; e o ordinário, em Outubro de 2015, “Jesus Cristo revela o mistério e vocação da Família”.

1.- O “Instrumento de Trabalho” do Sínodo Extraordinário de 5 a 19 de Outubro de 2014, aborda: a)- O Evangelho da Família; b)- A Pastoral da Família diante dos novos desafios; c) - A abertura à vida e a responsabilidade educativa.

a)- O Documento fala do Evangelho da Vida e família, na Primeira Parte, da doutrina da Bíblia e do Magistério sobre a Família, da união entre homem e mulher, criados à imagem e semelhança de Deus, para dar a vida, se bem que a doutrina da Igreja, só, em parte, é aceite, no caso da regulação dos nascimentos e relações pré-matrimoniais, pois, os fiéis são levados pelo individualismo, materialismo e cultura do descartável. É precisa formação e nova linguagem expositiva da doutrina. A Lei Natural é ignorada ou então é vista como espontânea, agradável, levando aos desregramentos da poligamia, do divórcio, uniões de facto e contracepção, vendo os filhos como óbice ao bem-estar, sem o amor fiel, para sempre e indissolúvel. A privatização da família faz com que ela não tenha voz, no trabalho, educação, saúde e defesa da vida. Há que ligar a família à paróquia e à Igreja e evangelizar, formar a família, contra a violência e os erros.

b)- A Segunda Parte, “Pastoral da família perante novos desafios”, fala de pais débeis, divórcio, separações, violência, abuso de mulheres e crianças, tráfego de órgãos e de menores, droga, álcool, jogo, comunicação social a impedir diálogo e relações pessoais e horários cansativos no trabalho, precário e flexível, deslocações, falta de repouso semanal ao domingo, imigração, pobreza, guerra, sida, matrimónios mistos, diversos cultos, escândalos sexuais, desemprego jovem, crise da habitação e as ‘irregularidades canónicas’, recasados e acolhimento: o “não poderem abeirar-se dos sacramentos não significa serem excluídos da vida cristã e da relação com Deus”. 

c)- Na Terceira Parte, “abertura à vida e responsabilidade educativa” pouco conhecida e daí a confusão entre os anti-conceptivos e os métodos naturais de regulamentação da fertilidade. Os perigos da ideologia do género. Os cristãos oponham-se à cultura da morte. Evangelizar a família, pais, filhos, padrinhos, agentes pastorais e responsáveis.

 

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05
Junho
2014

Boletim Diocesano

Boletim Diocesano n. 66 

 
28
Maio
2014

Homilia do Dia da Diocese

 

A Igreja é obra, construção, família, mãe, esposa e mestra e por isso,

ninguém pode ter a Deus por Pai se não quiser ter a Igreja por mãe (S. Cipriano).


Homilia do Dia da Diocese, 18 de Maio de 2014

 

Irmãos, reunimo-nos como família e comunidade de discípulos, em missão. Sendo una, santa, católica e apostólica a Igreja é plural, comunidade de comunidades, grupos e famílias e obra e fruto da Ressurreição e da vinda do Espírito. A primeira leitura narra a eleição dos Sete Diáconos, para evangelizar e servir (Act. 6,1-7). Os Doze reúnem a Igreja, a assembleia dos discípulos, escolhem 7 Diáconos, para o anúncio do Evangelho, serviço da caridade e governo da Igreja, os quais são recebem a imposição das mãos, são enviados, ensinam, servem e fazem discípulos que aderem à Igreja, são baptizados, rezam e anunciam a Boa Nova. A Igreja é assembleia de chamados a ser discípulos e a fazer discípulos para se converterem no todo da comunidade dos discípulos, que é o "campo onde o Espírito floresce", a família dos filhos de Deus onde o anúncio de Cristo se faz ouvir. A Igreja é obra, construção, família, mãe, esposa e mestra e por isso, ninguém pode ter a Deus por Pai se não quiser ter a Igreja por mãe (S. Cipriano).

 

1.-A Igreja vai dedicar à Família dois Sínodos Episcopais e consultou o Povo de Deus e pede a análise das questões, bom senso e amor, como diz Santo Agostinho: unidade no necessário, liberdade na dúvida e em tudo caridade. A nossa Diocese vai dedicar à Família 2 anos pastorais, ciente da sua importância na formação das pessoas e na edificação da Igreja, como resultado da união conjugal, união íntima e dom recíproco de duas pessoas, a pedir inteira fidelidade dos esposos e indissolubilidade da sua união, assim como o bem dos filhos" (Gaudium et Spes, n. 48). A Família é a comunidade de pessoas que gera, serve e faz a sociedade, de modo que a Igreja, comunidade de pessoas e ao serviço delas, não pode prescindir da Família, comunidade de pessoas, baseada no dom do amor mútuo, uno e para sempre do homem e da mulher, que se consagram um ao outro, abertos à vida e ao bem e felicidade dos filhos, para a construção harmoniosa da sociedade e da Igreja de Deus.

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