Mensagem de Boas Festas de Natal à Diocese de Vila Real
Caros Diocesanos, Irmãos e Irmãs em Cristo, Filho de Deus e Homem verdadeiro:
O programa diocesano aposta na Nova Evangelização para a transmissão da Fé Cristã, em ordem a plasmar a sociedade dos valores do Evangelho, que outrora a motivavam. Há, para isso, que redescobrir a mensagem originária da celebração do Natal e atender ao que é essencial e é decisivo e que passa por colocar o Evangelho de Deus, no centro das celebrações, de modo que todas as atenções se dirijam para Jesus, que nasceu, pobre, no Presépio, e passou, fazendo o bem, gastando a vida ao serviço, até ao ponto de morrer e ressuscitar, por cada um de nós. Profundamente gratos e tocados, pelo dom maravilhoso do nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, Filho de Deus, saberemos, então, colher o grato e jubiloso benefício da Sua divina mensagem salvífica, que nasce e transborda da Sua Vida e Mistério.
Há que libertar e purificar o Natal das práticas pagãs, do que, indevidamente, a ele se colou, no decorrer dos tempos, mercê do comércio, da avidez desenfreada do lucro e do egoísmo, do colorido comercial e carnavalesco, que transformou esta festa natalícia em demonstração de caprichos, desgovernos e banalidades risíveis e superficiais, sem espírito de equidade e bom senso, sem conteúdo, sem razão de ser e sem sentido. Há que libertar o Natal da escória do que é espúrio e a ele se foi juntando, sem dele fazer parte e sem a ele, rigorosamente, pertencer. Há que estar atentos e defendermo-nos das seduções e propostas maléficas do secularismo cruel e agressivo, sem memória, sem piedade e sem coração, que origina, em nós, o amargo sentimento de orfandade e a experiência de tristeza e de eclipse de Deus, a que a indiferença geral nos conduz e que é enormemente potenciada, pelo relativismo e pelo secularismo que relegam a fé cristã, para o âmbito da estrita vida privada, trocando-a pela banalidade, pela apatia e pelo desinteresse, que metem dó e contagiam a muitos. Continuar...
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Entre quem é
Era assim que os antigos transmontanos respondiam a quem lhes batia à porta de casa, sem inquirir da sua identidade.
Seja, pois, bem-vindo a Trás-os-Montes, mais rigorosamente à Diocese de Vila Real, uma das duas Dioceses desta montanhosa região do interior nordeste de Portugal. Sob este designação oficial, englobam-se também as terras do Alto Douro.
Vila Real é cidade desde 1925. A primitiva «vila» foi fundada pelo rei D. Dinis (séc. XIII) e, por isso, se diz «real».
Existimos como Diocese desde 1922, abrangendo 14 concelhos, desde a margem direita do rio Douro até à fronteira de Chaves, e desde o Marão, Mondim de Basto e Montalegre até Valpaços, Murça e Alijó.
O actual Bispo é o 4.º da Diocese [Actualização ao texto: O actual Bispo é o 5º da Diocese de Vila Real].
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