De 26 a 28 de setembro, Roma acolheu milhares de catequistas de todo o mundo para celebrar o Jubileu dos Catequistas. Entre cânticos, oração e momentos de partilha, a cidade eterna tornou-se o ponto de encontro daqueles que dedicam a sua vida ao anúncio da fé e à educação cristã, incluindo mais de oitocentos catequistas provenientes de Portugal.
O programa começou na sexta-feira com a Peregrinação à Porta Santa e uma Vigília de Oração na Basílica de São Pedro. No sábado, os participantes assistiram à audiência jubilar com o Papa Leão XIV e, à tarde, participaram em catequeses organizadas por grupos linguísticos em várias igrejas de Roma. No domingo, a celebração eucarística presidida pelo Santo Padre na Praça de São Pedro constituiu o ponto alto do encontro, ocasião em que foram instituídos novos catequistas, entre eles duas portuguesas, sublinhando a dimensão universal e missionária desta vocação.
Os catequistas lusófonos tiveram ainda um encontro marcante na Igreja de Santo António dos Portugueses, presidido por D. António Augusto Azevedo, bispo de Vila Real e presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé. Na homilia, D. António destacou a importância da escuta, do silêncio e da meditação como condições essenciais para a evangelização, apelando a que a catequese seja centrada no mistério pascal e aberta às novas gerações.
Num tempo marcado pela indiferença e pela divisão, o prelado reforçou que a catequese deve ser espaço de acolhimento e fraternidade, capaz de superar medos e de gerar vida nova.
O Jubileu dos Catequistas em Roma foi, para mim, enquanto participante da Diocese da Vila real, e julgo que para todos os participantes, uma experiência de fé, comunhão esperança. Reforçou a beleza e a exigência desta missão, que não se esgota em palavras, mas se traduz em gestos concretos de proximidade, fraternidade e anúncio do Evangelho.
Que esta experiência inspire todos os catequistas a viver com alegria o serviço à Igreja, sempre animados pela certeza de que cada passo dado na fé tem valor de eternidade.
Para os participantes, o Jubileu foi um tempo de graça, comunhão e esperança, reforçando a beleza e a exigência da missão catequética. Esta experiência renovou a alegria de servir, lembrando que cada gesto de proximidade e anúncio do Evangelho tem valor duradouro.
Lina Aires
SDEC – Vila Real
Diocese de Vila Real Diocese de Vila Real