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LEVANTA-TE

VOLUNTARIADO

Nossa Senhora da Visitação,

que partistes apressadamente para a montanha ao encontro de Isabel,

fazei-nos partir também ao encontro de tantos que nos esperam

para lhes levarmos o Evangelho vivo:

Jesus Cristo, vosso Filho e nosso Senhor!

Iremos apressadamente, sem distração nem demora,

antes com prontidão e alegria.

Iremos serenamente, pois quem leva Cristo leva a paz,

e o bem-fazer é o melhor bem-estar.

Nossa Senhora da Visitação,

com a vossa inspiração, esta Jornada Mundial da Juventude

será a celebração mútua do Cristo que levamos, como Vós outrora.

Fazei que ela seja ocasião de testemunho e partilha,

convivência e ação de graças,

procurando cada um o outro que sempre espera.

Convosco continuaremos este caminho de encontro,

para que o nosso mundo se reencontre também,

na fraternidade, na justiça e na paz.

Ajudai-nos, Nossa Senhora da Visitação,

a levar Cristo a todos, obedecendo ao Pai, no amor do Espírito!

De todo o mundo para este lugar,

Partimos, voámos, chegámos aqui.

Com Maria, ensaiamos um sim.

Queremos servir, fazer a vontade

Do Pai, nosso Pai.

Chamados a ser com Cristo Jesus,

Queremos dar, queremos estar,

Dispostos ao sim, fazer como a Mãe.

REFRÃO:

Todos vão ouvir a nossa voz,

Levantemos braços, há pressa no ar.

Jesus vive e não nos deixa sós:

Não mais deixaremos de amar.

Tu que andas à procura de ti

Parte à descoberta, vem ver o que eu vi.

Vem connosco, vem olhar para além

Daquilo que fazes e que não te deixa

Sorrir e amar.

Não olhes para trás, não digas que não.

Ouve o teu coração,

E parte, sem medo, nesta missão.

[Refrão]

Foi Maria quem primeiro acolheu

A grande surpresa da vida sem fim.

Confiante e simples, quis receber

Tão grande mistério de um Deus que é

p’ra sempre / Por ti e por mim.

Não posso calar, não posso deixar

De dizer: “Meu Senhor,

Conta comigo, não mais calarei!”.

[Refrão]

Sem ter dúvidas da sua missão,

Maria, tão jovem, depressa deixou

Sua casa e p’la montanha subiu,

P’ra ver Isabel e logo encontrou

Saudação, comunhão.

O fruto é bendito, é o meu Senhor!

E eu também quero ouvir:

“Porque acreditaste, para sempre és feliz!”.

[Refrão]

A preparação, a realização e o dinamismo de cada Jornada Mundial da Juventude, que se inaugura com o encontro de jovens de todo o mundo com o Papa, são confiados a patronos, santos e santas canonizados ou com esse processo em curso, referências para a comunidade jovem.
Para a JMJ Lisboa 2023, o Comité Organizador Local escolheu 13 patronos, mulheres, homens e jovens que “demonstraram que a vida de Cristo preenche e salva a juventude de sempre”, como afirma o Cardeal-Patriarca, nascidos na cidade que acolhe a JMJ ou que, naturais de outras geografias, são modelos para a juventude.

Santa Teresa de Lisieux

 

 

“Não quero ser santa pela metade, escolho tudo.”

 

 

 

Marie Françoise Thérèse Martin, nasceu no dia 2 de janeiro de 1873 em Alençon, na França, filha de Louis Martim e Zélia Guérin.

Terezinha teve uma infância extremamente feliz. Todos os registos da sua mãe referem que ela era uma criança alegre, esperta, carinhosa e obstinada.

Com apenas 6 anos de idade, após a catequese para a primeira comunhão da sua irmã Paulina, encantou-se profundamente pela figura do Menino Jesus e viu esse amor crescer intimamente. Anos mais tarde, ao falar sobre o assunto, Santa Teresinha afirmava amar muito o Menino Jesus, tanto que, ao responder ao seu chamamento para a vida religiosa, recebeu com alegria o nome de Teresa do Menino Jesus.

Aos quinze anos conseguiu permissão para entrar no Carmelo, em Lisieux, permissão concedida especial e pessoalmente pelo Papa Leão XIII.

Em 10 de janeiro de 1889, dia em que recebe o hábito, assinará pela primeira vez “irmã Teresa do Menino Jesus e da Santa Face”, que será seu nome definitivo de Carmelita (Ct 80).

Durante a sua vida, Santa Teresinha dedicou muitos escritos, poesias e orações ao Menino Jesus, seus primeiros anos da infância e ao seu nascimento. Em 1894 ela pintou o quadro “o sonho do Menino Jesus”, que mostra a figura do Menino Jesus brincando com flores que são oferecidas. No fundo do quadro observa-se a Sagrada Face abaixo da cruz, sob iluminação da lua, simbolizando a paixão de Cristo.

Teresinha descobriu no amor um caminho de perfeição: “no coração da Igreja, serei o amor.”

                                                                                                             In História de uma alma

 

Logo após a sua morte, seria colocada como padroeira universal das missões católicas pelo Papa Pio XI.

Por ser muito humilde, acreditava que o caminho era ser como criança diante de Deus, procurando dedicar-se à vida fraterna e amar sem reservas. Este ideal levou-a a renovar a espiritualidade carmelita de João da Cruz (Doutor do “tudo ou nada”), vendo nesta caridade gratuita o caminho perfeito. “No crepúsculo desta vida aparecerei diante de vós (Deus) com as mãos vazias” in História de uma alma, ou seja, nem apresentar méritos ou obras, simplesmente confiando no amor gratuito de Deus, que é Pai e nos salva (Cf. 1 Jo 4, 17).

Essa experiência fez com que o Papa João Paulo II a proclamasse doutora da Igreja, no dia 19 de outubro de 1997.

No leito de morte, com apenas 24 anos, disse suas últimas palavras: “Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”.

Após a sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos que se tornaram mundialmente reconhecidos. Assim realizou a sua promessa de espalhar uma chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o género.  A sua beatificação aconteceu em 1923 e foi canonizada por Pio XI em 1925, que a chamava de “uma palavra de Deus”.

 

 

Oração de Santa Teresinha:

 

“Meu Deus, ofereço-vos todas as ações que farei hoje, nas intenções e para a glória do Sagrado Coração de Jesus. Quero santificar as batidas do meu coração, meus pensamentos e obras mais simples, unindo-os aos seus méritos infinitos, e reparar minhas faltas, lançando-as na Fornalha de seu Amor Misericordioso. Oh, meu Deus! Peço-vos para mim e para aqueles que me são caros a graça de cumprir perfeitamente vossa santa vontade, de aceitar por vosso amor as alegrias e as penas desta vida passageira, para que estejamos um dia reunidos no Céu, por toda a eternidade. Assim seja.”

 

 In Obras completas de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face

 

 

Recordamos excertos da catequese sobre Teresa de Lisieux que o papa emérito Bento XVI pronunciou a 6 de abril de 2011.

«Gostaria de vos falar hoje de Santa Teresa de Lisieux. Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face, que viveu neste mundo só 24 anos, no final do século XIX, levando uma vida muito simples e no escondimento, mas que, depois da morte e da publicação dos seus escritos, se tornou uma das santas mais conhecidas e amadas.

A "pequena Teresa" nunca deixou de ajudar as almas mais simples, os pequeninos, os pobres e os sofredores que lhe rezam, mas iluminou também toda a Igreja com a sua profunda doutrina espiritual, a ponto que o Venerável [Santo] papa João Paulo II, em 1997, quis atribuir-lhe o título de Doutora da Igreja, além do de Padroeira das Missões, que já lhe tinha sido atribuído por Pio XI em 1927.

Em novembro de 1887, Teresa vai em peregrinação a Roma juntamente com o pai e a irmã Celina. Para ela, o momento culminante é a audiência do Papa Leão XIII, ao qual pede a autorização para entrar, apenas com 15 anos, no Carmelo de Lisieux. Um ano depois, o seu desejo realiza-se: torna-se carmelita, "para salvar as almas e rezar pelos sacerdotes".

A carmelita tem a consciência de viver esta grande prova para a salvação de todos os ateus do mundo moderno, por ela chamados "irmãos". Vive então ainda mais intensamente o amor fraterno: para com as irmãs da sua comunidade, para com os seus dois irmãos espirituais missionários, para com os sacerdotes e todos os homens, sobretudo os mais distantes. Torna-se deveras uma "irmã universal"! A sua caridade amável e sorridente é a expressão da alegria profunda da qual nos revela o segredo: "Jesus, a minha alegria é amar-te". Neste contexto de sofrimento, vivendo o maior amor nas mais pequenas coisas da vida quotidiana, a santa realiza a sua vocação de ser o amor no coração da Igreja.

Teresa faleceu na noite de 30 de setembro de 1897, pronunciando as simples palavras "Meu Deus, amo-te!", olhando para o crucifixo que estreitava nas suas mãos. Estas últimas palavras da santa são a chave de toda a sua doutrina, da sua interpretação do Evangelho. O ato de amor, expresso no seu último suspiro, era como que o contínuo respiro da sua alma, como o pulsar do seu coração. As simples palavras "Jesus, amo-te" estão no centro de todos os seus escritos. (...)

Inseparável do Evangelho, a Eucaristia é para Teresa o sacramento do amor divino que se abaixa ao extremo para se elevar até Ele. Na sua última “Carta”, sobre uma imagem que representa o Menino Jesus na Hóstia consagrada, a santa escreve estas palavras simples: "Não posso temer um Deus que para mim se fez tão pequenino! (...) Eu amo-o! De facto, Ele mais não é do que amor e misericórdia!"

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No Evangelho, Teresa descobre sobretudo a misericórdia de Jesus (...). Assim se expressa também nas últimas linhas da “História de uma alma”: 'Um só olhar ao Santo Evangelho, imediatamente respiro os perfumes da vida de Jesus e sei para onde correr... Não é para o primeiro lugar, mas para o último que me oriento... Sim, sinto-o, mesmo se tivesse na consciência todos os pecados que se podem cometer, iria, com o coração despedaçado pelo arrependimento, lançar-me entre os braços de Jesus, porque sei quanto ama o filho pródigo que volta a Ele'.

"Confiança e amor" são, portanto, o ponto final da narração da sua vida, duas palavras que como faróis iluminaram todo o seu caminho de santidade, para poder guiar os outros pela sua mesma "pequena via de confiança e de amor" da infância espiritual. Confiança como a do menino que se abandona nas mãos de Deus, inseparável do compromisso forte e radical do verdadeiro amor, que é dom total de si, para sempre, como diz a santa contemplando Maria: "Amar é dar tudo, e dar-se a si mesmo".

Assim Teresa indica a todos nós que a vida cristã consiste em viver plenamente a graça do Batismo na doação total de si ao amor do Pai, para viver como Cristo, no fogo do Espírito Santo, o seu mesmo amor por todos os outros.»

Retirado do SNPC, in Santa Teresa do Menino Jesus: Viver e morrer de amor de Matteo Liut (Avvenire), Rui Jorge Martins (SNPC) e Publicado em01.10.2014 | Atualizado em 01.10.2015