Tu és Cristo vivo no mundo

Decorreu, no último fim-de-semana, de 22 a 24 de fevereiro, na casa paroquial de Valpaços, o Convívio Fraterno nº 1399, para jovens da diocese de Vila Real, com a participação de 24 jovens, mais alguns em serviço de bastidores e com assistência espiritual do P. João Curralejo.

A viagem estava marcada para a noite do dia 21 de Fevereiro até Valpaços. Às vinte horas em ponto iria descolar o voo CF 1399. Com um friozinho na barriga, sem saber muito bem o seu destino, catorze jovens oriundos dos vários cantos da diocese de Vila Real aguardavam a permissão para o takeoff, enquanto os comissários de bordo davam as indicações: “apertem os cintos, desliguem os telemóveis, vamos voar!”

E assim foi. Durante três dias, mais perto do céu, deixamos as nossas vidas lá em baixo, tão pequeninas vistas aqui de cima, e pudemos silenciar todas aquelas vozes que chamam por nós, que fazem muito basqueiro, barulho, dentro dos nossos corações. Quisemos encontrar-nos a nós mesmos. Pusemos os dados móveis da nossa vida diária em modo avião, afinal assim mandam as regras da aviação segura.

Porque é neste tempo de silêncio que o nosso coração amansa e, finalmente, ouvimos o Pai que, muito antes de nos sabermos homens e mulheres, já batia à porta dos nossos corações. Maravilhoso é seu bater!

Abrimos-Lhe a porta e a Ele nos entregamos para sermos veículo da sua misericórdia, Ele que nos renova sempre.

Cheios deste Amor de Deus, não o podemos guardar só para nós, queremos partilhá-lo, queremos partilhar esta alegria do Evangelho, porque só somos verdadeiramente felizes nas obras que graças e COM Ele operamos.

É hora de fazer aproximação ao aeroporto e começar a descer em direção ao quarto dia, mas vamos confiantes. Temos Pai, fonte inesgotável de Amor e princípio e fim de tudo. Temos mãe, Maria, colo eterno. Temos Igreja, para nos amparar na caminhada. Temos Mestre, Jesus, que, à nossa frente, nos mostra o caminho e temos o Espírito Santo para nos inspirar nas mais pequenas ou nas maiores obras, a ser sempre Cristo vivo no mundo, como diz o hino, da autoria do P. Pedro Rei.

José Madureira