Dinâmica da Quaresma 2023 – “Do Batismo à Ressurreição”

Dinâmica da Quaresma 2023 – Ano A

“Do Batismo à Ressurreição”

Introdução

O Tempo da Quaresma que se aproxima é um tempo de graça e de conversão. Com ele somos chamados a voltarmo-nos para a nossa interioridade, a contemplar o dom de Deus que há em nós, que é o dom de sermos seus filhos. É neste encontro pessoal com Deus que Ele retempera as nossas forças, nos dá a coragem para a caminhada da nossa vida e o alento para as nossas dificuldades.

Neste sentido, a Igreja, ao longo dos tempos, pela sua pedagogia litúrgico-pastoral, ensina-nos a viver a Quaresma de um modo mais recatado, em que a sobriedade de cada celebração se impõe tanto pela escuta da Palavra de conversão, como pela valorização do Símbolo dos Apóstolos, ou pela omissão do hino do Glória, ausência de flores ou outros adornos, de forma a sobressaírem o silêncio orante e meditativo. Centremo-nos, pois, no que é essencial. Assim, esta proposta é mais um contributo para vivermos esta Quaresma intensamente e ajudarmos os nossos jovens na sua caminhada de preparação para a JMJ Lisboa 2023, revivendo o dom do seu Batismo.

Simbologia da dinâmica (facultativo)

Colocar num local adequado uma ânfora, talha ou cântaro deitado, como que uma fonte a brotar água. Pode estar adornada com um arranjo de verdes ou catos, areia, etc., de acordo com a criatividade de cada um.

Simbologia de cada domingo (facultativo)

DOMINGOSÍMBOLOMOMENTO DA CELEBRAÇÃO
Domingo IVeste brancaAto penitencial
Domingo IIEvangeliário ou BíbliaRitos iniciais
Domingo IIIÁguaAto penitencial
Domingo IVVelaProfissão de fé
Domingo VÓleos e conchaHomilia
Domingo de RamosCruz processionalProcissão

Domingo I da Quaresma

Símbolo – Veste branca (facultativo)

Depois dos ritos iniciais, o sacerdote faz esta introdução ou outra semelhante.

Introdução

O tempo da Quaresma é, todo ele, um itinerário de preparação para o Batismo, que a Igreja, desde as suas origens, convida a celebrar na Vigília Pascal. O Batismo aparece, assim, como a “Primeira Ressurreição”, como lhe chamava a comunidade Cristã Primitiva: morrendo em Cristo para o pecado, o batizado renasce para uma vida nova.

Neste ano, somos convidados a reviver o dom do nosso Batismo, seguindo esse itinerário quaresmal e recordando, a cada domingo, um símbolo ou gesto do nosso Batismo, as palavras que o acompanham, aquilo que significam para cada um de nós e os desafios que nos deixam.

O leitor aproxima-se.

Leitor: No dia do nosso Batismo, os nossos pais e padrinhos revestiram-nos de uma veste branca, como símbolo da morte para o pecado e do nascimento para a vida nova da Graça. O sacerdote disse-nos estas palavras:

Leitor: “Agora és nova criatura e estás revestido de Cristo. Esta veste branca seja para ti símbolo da dignidade cristã. Ajudado pela palavra e pelo exemplo da tua família, conserva-a imaculada até à vida eterna.”

Sacerdote: Como vamos sujando a nossa vida, quando a tentação leva a melhor sobre nós, vamos pedir perdão, para que o amor de Deus a branqueie de novo.

Guardam-se alguns momentos de silêncio.

Em seguida, dizem-se ou cantam-se as seguintes invocações:

Senhor, que viestes salvar os corações arrependidos:
Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, que viestes chamar os pecadores:
Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, que intercedeis por nós junto do Pai:
Senhor, tende piedade de nós.

Domingo II da Quaresma

Símbolo – Evangeliário ou Bíblia (facultativo)

Na procissão de entrada leve-se o Evangeliário ou a Bíblia.

Depois dos ritos iniciais e da saudação ao povo, o leitor aproxima-se.

Leitor: O batizado é aquele que escuta: “Este é o Meu Filho Amado, Escutai-o”. Este é o desafio que nos é lançado no Evangelho de hoje. Mas, o batizado é também aquele que anuncia sem medo: “Levantai-vos e não temais”, como também hoje nos desafia Jesus.

Leitor: No dia do nosso Batismo, também recebemos esse desafio no rito do “EFFETHA” que quer dizer “Abre-te”. Este é o convite a abrirmos os nossos ouvidos, para escutarmos a Palavra de Deus, e os nossos lábios, para a professar sem medo. O sacerdote, de mãos estendidas sobre nós, disse:

Leitor: “O Senhor Jesus, que fez ouvir os surdos e falar os mudos, te dê a graça de, em breve, poderes ouvir a sua palavra e professar a fé, para louvor e glória de Deus Pai.”

Acendem-se os círios ao lado do Evangeliário ou da Bíblia (facultativo).

Domingo III da Quaresma

Símbolo – Água (facultativo)

Depois dos ritos iniciais e da saudação ao povo, o leitor aproxima-se.

Leitor: Jesus é a Água-Viva que nos tira a sede para sempre. Esta água, no Batismo, torna- nos filhos de Deus, lava-nos e purifica-nos, torna-nos nascentes a brotar para sempre. “Dai-nos sempre dessa água”: é este o pedido que fazemos hoje, juntamente com a mulher Samaritana.

Leitor: Senhor nosso Deus: Pelo vosso poder invisível, realizais as maravilhas nos vossos sacramentos. Ao longo dos tempos preparastes a água para manifestar a graça do Batismo.

Logo no princípio do mundo, o vosso Espírito pairava sobre as águas, prefigurando o seu poder de santificar.

Nas águas do dilúvio destes uma imagem do Batismo, sacramento da vida nova, porque as águas significam ao mesmo tempo o fim do pecado e o princípio da santidade.

Aos filhos de Abraão fizestes atravessar a pé enxuto o Mar Vermelho, para que esse povo, liberto da escravidão, fosse a imagem do povo santo dos batizados.

O vosso Filho Jesus Cristo, ao ser batizado por João Baptista nas águas do Jordão, recebeu a unção do Espírito Santo; suspenso na cruz, do seu lado aberto fez brotar sangue e água e, depois de ressuscitado, ordenou aos seus discípulos: “Ide e ensinai todos os povos e batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”

Sacerdote: Pelo Batismo somos lavados nesta água que simboliza o fim do pecado e o princípio da santidade. Reconheçamos que somos pecadores e peçamos a Deus que nos lave do nosso pecado.

Guardam-se alguns momentos de silêncio.

Em seguida, dizem-se ou cantam-se as seguintes invocações:

Senhor, que, na água e no Espírito, nos regenerastes à vossa imagem:
Senhor, misericórdia.

Cristo, que enviais o vosso Espírito para criar em nós um coração novo:
Cristo, misericórdia.

Senhor, que nos fazeis participantes do vosso Corpo e do vosso Sangue:
Senhor, misericórdia.

Domingo IV da Quaresma

Símbolo – Vela (facultativo)

Pede-se às pessoas para trazer a vela do Batismo.

Depois da homilia, o leitor aproxima-se e todos acendem as velas.

Leitor: Há uma luz acesa dentro de nós desde o nosso Batismo: é a Luz de Cristo, a Luz da Fé que nos permite abrir os olhos e ver os homens e o mundo como caminho para o encontro com Deus, com a vida Eterna… Esta é a luz que os nossos pais e padrinhos acenderam a partir do Círio Pascal e pela qual se comprometeram a velar.

Leitor: “A vós, pais e padrinhos, se confia o encargo de velar por esta luz, para que este menino, iluminado por Cristo, viva sempre como filho da luz, persevere na fé e, quando o Senhor vier, possa ir ao seu encontro com todos os Santos, no reino dos céus.”

Depois, todos renovam as promessas do Batismo.

Sacerdote: Renovemos, agora, a nossa profissão de fé batismal: Dizei-me, pois: Renunciais a Satanás?

Todos: Sim, renuncio.

Sacerdote: E a todas as suas obras? Todos: Sim, renuncio.

Sacerdote: E a todas as suas seduções? Todos: Sim, renuncio.

Sacerdote: Credes em Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra? Todos: Sim, creio.

Sacerdote: Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e está sentado à direita do Pai?

Todos: Sim, creio.

Sacerdote: Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna?

Todos: Sim, creio.

Sacerdote: Esta é a nossa fé. Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de professar, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Todos: Ámen.

Domingo V da Quaresma

Símbolo – Óleos e concha (facultativo)

Depois da proclamação do Evangelho o leitor aproxima-se.

Leitor: Renascidos pelo Batismo, somos chamados e somos, de facto, Filhos de Deus. São Paulo dizia, na leitura de hoje, que o Filho, Jesus Cristo, habita em nós e que Ele nos dá a vida nova, a Ressurreição, através do seu Espírito Santo… Lázaro sentiu a força desta vida nova que brota da unidade amorosa de Deus. Esta é a vida nova de filhos que brota para nós da fonte batismal, quando o nosso nome é aclamado e o sacerdote, deitando a água, nos batiza, dizendo:

Leitor: “(…) eu te batizo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”

A partir deste texto desenvolver a dimensão batismal de cada pessoa na homilia.

Na introdução ao Pai nosso utilize-se a terceira fórmula proposta no missal: “Porque nos chamamos e somos filhos de Deus, ousamos dizer com toda a confiança:”

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

Símbolo – Cruz processional devidamente adornada.

Uma vez que a Celebração de Domingo de Ramos já é rica no seu simbolismo, privilegie-se a liturgia da mesma.

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