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Dia Diocesano do Catequista 2023

Realizou-se no dia 5 de outubro de 2023, o Dia Diocesano do Catequista, em Montalegre, sob o mote Catequese ConVida.

Com um elevado número de catequistas presentes – mais de 250 – de todos os cantos da nossa Diocese, foi sentido o envolvimento e cooperação entre todos, com diversos testemunhos vivos, e a necessária renovação da catequese.

Após o acolhimento, foi apresentado o novo Secretariado Diocesano da Educação Cristã da Diocese de Vila Real – Departamento da Catequese, assim constituído:

Diretor: Padre Márcio Martins;

Subdiretora: Olímpia Mairos;

Despertar Religioso e Catequese Familiar: Lina Aires;

Catequese da Infância: Marta Martins;

Catequese da Adolescência:  Rui Pinto;

Catequese Juvenil: Sandrina Delgado;

Catequese de Adultos e Catecumenado: Carlos Martins;

Formação de Catequistas: Odete Alves.

Seguiu-se a apresentação das temáticas do dia, momento em que a subdiretora do secretariado deu pistas para a reflexão e apontou à necessidade do envolvimento de todos com vista à implementação e desenvolvimento de uma catequese que conduza ao encontro pessoal com Jesus Cristo e forme cristãos que assumam a sua fé em todas as dimensões da vida.

Na saudação aos catequistas, o nosso bispo D. António Augusto Azevedo, presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, desafiou os catequistas a “recomeçar com espírito novo, no acolhimento de TODOS”. Acentuado que “estamos num momento especial, com um duplo sentido: a encetar um caminho de renovação da catequese e a realização do Sínodo sobre a sinodalidade, duas realidades em que somos convidados a caminhar juntos”, D. António Augusto destacou também o importante “trabalho e missão dos catequistas”.

O nosso bispo assinalou, ainda, a “coincidência feliz” da presença neste encontro de vários jovens que viveram a JMJ de Lisboa, “um fator muito positivo para a nossa catequese, sobretudo da adolescência”. D. António Augusto pediu, ainda, o empenho de todos para o “acolhimento de todos”, com vista à edificação de “uma Igreja aberta para todos aqueles que queiram vir e estar, e sintam esse gosto, começando nos mais novos, que não sintam dificuldades, barreiras, portas fechadas, que sintam que aqui há lugar para todos”. Por fim, D. António Augusto incentivou à criação de “condições nas paróquias e na Igreja, para que os mais novos se sintam seguros e não haja lugar a excessos ou a abusos de qualquer ordem; que estes sejam lugares seguros, de convívio sadio”.

Seguiu-se a apresentação do Novo Itinerário de Iniciação à Vida Cristã das Crianças e dos Adolescentes com as Famílias, pelo padre Márcio Martins, diretor do Secretariado Diocesano da Educação Cristã. O novo documento passa a ser o novo referencial para a catequese em Portugal. Procurando ir ao encontro das mais recentes indicações dos documentos, quer do Papa Francisco, quer da CEP, quer do Diretório para a Catequese, “este itinerário propõe uma caminhada a ser feita numa dinâmica de inspiração catecumenal, que vai desde o “Despertar da Fé” até ao “Discipulado Missionário”, passando pelas fases do “Catecumenado” e do “Aprofundamento Mistagógico”. “Estamos num processo de mudança de paradigma e todos somos chamados a fazer este caminho com as crianças, adolescentes e famílias”, acentuou, apontando a mais encontros de formação com vista à sua implementação.

No tema “A Arte de Cuidar”, desenvolvido pelo vigário-geral da diocese, padre Sérgio Tomé, e pelo coordenador da Comissão de Proteção de Menores e Pessoas Vulneráveis, Dr. José Carlos Gomes da Costa, foram dadas aos catequistas algumas pistas de como lidar com as crianças e jovens de hoje, como acolher, e foram interpelados sobre a necessidade de interpretar toda a linguagem verbal e não verbal dos mesmos. Como eco ao momento, da assembleia surgiram testemunhos bem como preocupações comuns a todos os catequistas. Este foi um momento de extrema reflexão e da tomada de consciência de que o caminho é sempre o de proteger e ajudar as crianças e jovens a sentirem-se seguros e confortáveis no Lar que é a Igreja.

Para finalizar a manhã, uma família e vários jovens deram o testemunho da sua experiência nas Pré Jornadas e Jornada Mundial da Juventude. Um momento de fé, de experiência de Cristo vivo presente na vida de cada um.

O dia terminou com a celebração da Eucaristia e com o Compromisso e Envio dos Catequistas, presidida pelo nosso bispo D. António Augusto Azevedo, reavivando-nos a vontade de seguir este trilho de fé, exortando-nos à preparação séria e profunda da catequese a realizar e ao trabalho em equipa – nunca sozinhos – já que é sempre em comunidade que o Senhor envia os seus discípulos e nos envia a nós.  “O catequista abre caminho, prepara caminho para que cada um – e esta é a dimensão sempre pessoal da fé – viva o encontro pessoal com Cristo vivo. Somos, pois, facilitadores, quer dizer, criamos as condições para que esse encontro aconteça, para que cada criança, cada jovem, se encontre e descubra a beleza da fé e a pessoa de Cristo vivo”, observou.

D. António Augusto frisou ainda que “o catequista deve testemunhar o Cristo que vive, o Cristo que escuta, o Cristo que celebra” e, para isso, é necessário que a “vida seja alimentada na Eucaristia, nos sacramentos, alimentada, no fundo, numa vida espiritual”, advertindo que “de outra forma, corremos o risco de a fonte secar, de entrarmos na rotina onde falta alguma frescura”.

Alguns testemunhos de catequistas:

“É sempre enriquecedor ouvir falar de assuntos que a todos nos interessam, como catequistas, e de uma forma tão esclarecedora. Por outro lado, os testemunhos de gente jovem são uma partilha muito relevante e a ter em consideração. Para além disso, foi gratificante o almoço partilhado!”

“Ouvimos (e muito…), aprendemos e crescemos. À semelhança da JMJ, é bom ver tanta gente com o mesmo objetivo, remando para o mesmo lado, caminhando na mesma direção… Muito enriquecedor!”

“Os temas foram aliciantes, gratificantes e encorajadores. Um bom incentivo para nós, catequistas. A equipa organizadora está de parabéns. O ambiente no seu todo, muito salutar. Sentir e ouvir a opinião e o testemunho da juventude presente mostra que há muita juventude atenta e disposta a servir a Igreja. Isto é muito bom. Estamos envelhecendo e precisamos de seguidores. É a igreja a crescer.”

“Foi uma experiência enriquecedora e também uma oportunidade para nos conhecermos e fomentar laços de comunhão entre catequistas. É sempre bom ouvir as experiências vividas não só dos jovens, mas também dos que levam anos nesta missão e que nos dá forças para seguir em frente, na transmissão da fé, apesar das nossas dúvidas ou imperfeições.”

“Foi muito bom. É sempre ótimo estarmos com pessoas que comungam dos mesmos sonhos e projetos.”

“Gratificante em todos os sentidos. Tudo a contribuir para o desejo de crescer e aprofundar cada vez mais o conhecimento e a vivência da fé. Neste caminho, muitas dúvidas podem surgir, o que, a meu ver, é positivo, pois leva-nos a buscar respostas. E ainda que não as encontremos ou não sejam satisfatórias, estaremos a trilhar o caminho…” 

“Foi uma ótima experiência com excelentes oradores e maravilhosa companhia…. O Caminho faz-se caminhando”.

“Foi um encontro diferente em que tivemos a oportunidade de conversar, partilhar experiências e conviver.”

“Saio deste encontro sem receio de partilhar a fé, sem medo de criar laços e estabelecer empatia com as crianças que me estão confiadas. Deus é Amor e só este amor cativa e dá felicidade”. 

 

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