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| 02 Novembro 2011 |
Entre quem é
Era assim que os antigos transmontanos respondiam a quem lhes batia à porta de casa, sem inquirir da sua identidade. Seja, pois, bem-vindo a Trás-os-Montes, mais rigorosamente à Diocese de Vila Real, uma das duas Dioceses desta montanhosa região do interior nordeste de Portugal. Sob este designação oficial, englobam-se também as terras do Alto Douro. Vila Real é cidade desde 1925. A primitiva «vila» foi fundada pelo rei D. Dinis (séc. XIII) e, por isso, se diz «real». Existimos como Diocese desde 1922, abrangendo 14 concelhos, desde a margem direita do rio Douro até à fronteira de Chaves, e desde o Marão, Mondim de Basto e Montalegre até Valpaços, Murça e Alijó. O actual Bispo é o 4.º da Diocese [Actualização ao texto: O actual Bispo é o 5º da Diocese de Vila Real]. Até à criação da Diocese, a comunidade católica estava integrada na Arquidiocese de Braga (a maior parte) e nas vizinhas Dioceses de Bragança (19 paróquias do antigo concelho de Monforte de Rio Livre) e de Lamego ( toda a zona do Douro, com 71 paróquias). No séc. V a cidade de Chaves ( Aquae Flaviae ) foi sede de um efémero bispado de que foi prelado o célebre Idácio ( 390-470), autor de uma Crónica, onde faz o relato das atrocidades cometidas pelos Suevos que o fizeram prisioneiro em Julho 460. Alguns historiadores admitem ainda a existência de uma outra diocese, Beteca, na zona de Boticas.
Os transmontanos foram desde sempre um povo de emigrantes. Por isso, ao dar as boas vindas a todos os que batem a esta porta, acrescento uma saudação aos transmontanos que vivem no estrangeiro e também aos que trabalham para lá do Marão.
D. Joaquim Gonçalves, Bispo de Vila Real
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